Desempenho de herbicidas pré-emergentes em sistema de cultivo da soja, sob diferentes condições fisiográficas e biomas de transição
DOI:
https://doi.org/10.17921/1415-6938.2026v30n1p47-58Resumo
A cultura da soja tem sido produzida na região do Matopiba, Brasil, principalmente em duas condições fisiográficas (chapada/bioma de Cerrado e baixão/bioma de Cocais). Essas diferentes características provavelmente incluem variações na vegetação, propriedades do solo, diversidade de plantas daninhas e desempenho de herbicidas pré-emergentes. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar o desempenho de herbicidas pré-emergentes em diferentes condições fisiográficas e biomas de transição, no sistema de cultivo da soja. Foram realizados dois experimentos na estação chuvosa, em campos comerciais de soja localizados em Brejo (baixão/bioma de Cocais) e Mata Roma (chapada/bioma de Cerrado), Maranhão, Brasil. Esses experimentos foram instalados em um delineamento de blocos casualizados, com nove tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram na testemunha (sem herbicida pré-emergente), diclosulam, flumioxazina, imazetapir, S-metolacloro, diclosulam + imazetapir, flumioxazina + imazetapir, S-metolacloro + imazetapir e clomazona + carfentrazona. Foram analisados o índice fitossociológico das plantas daninhas, o controle de plantas daninhas e as notas de fitotoxicidade da soja. Foram identificados na fisiografia de baixão uma maior quantidade de matéria orgânica no solo (+40%), maior diversidade de plantas daninhas (+23%) e menor desempenho dos herbicidas em comparação com a fisiografia de chapada. Estimou-se um índice de similaridade de plantas daninhas de 56,25%, dentre os sistemas analisados. Em ambos os campos, foram identificadas plantas daninhas com histórico de resistência ou tolerância ao glifosato no Brasil, como Commelina benghalensis, Cyperus iria, Eleusine indica e Spermacoce verticillata. Todos os tratamentos foram seletivos para a soja nas dosagens e condições estudadas, porém, o tratamento mais eficaz foi a flumioxazina + imazetapir (> 80% de controle de plantas daninhas).
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