Esporotricose humana e animal no município de São Paulo no período de 2016 a 2022.
DOI:
https://doi.org/10.17921/1415-6938.2026v30n2p222-230Resumo
A esporotricose é uma micose subcutânea que vem se expandindo geograficamente no nosso país. Com a recente popularidade dos felinos e o estreitamento do vínculo entre tutor e animal de estimação, as zoonoses tendem a ganhar mais destaque. A ausência da notificação compulsória no âmbito nacional dificulta a tomada de decisão e formulação de políticas públicas. O presente trabalho teve por objetivo correlacionar os internamentos e óbitos em humanos com os casos novos de esporotricose animal no município de São Paulo entre 2016 e 2022, além de analisar a correlação da variável renda média familiar com as regiões mais acometidas. O número de internamentos por esporotricose humana foi de 648. O número de casos novos em animais, no município de São Paulo, foi de 5.711, entre 2016 e 2022. Observou-se um aumento no número de internamentos em humanos e de casos novos em animais, com correlação positiva. As Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS) com maior número de casos de esporotricose animal foram Vila Maria / Vila Guilherme (908 / 15,90%), Itaim Paulista (596 / 10,44%) e Jaçanã / Tremembé (471 / 8,25%). Não houve associação entre a renda e regiões mais acometidas. Conclui-se que a esporotricose humana e animal, no município de São Paulo, permanece em expansão, sendo observado um aumento concomitante do número de casos em ambos, o que reitera o papel da transmissão zoonótica, não havendo a princípio correlação positiva com a variável renda.
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